terça-feira, 20 de março de 2012

QUANDO DOBRAMOS OS JOELHOS, O REI ENTRA

Os joelhos do servo se dobram (v. Fp 2.10). Quando os joelhos se dobram, nasce o caráter. Não é que a postura externa em si seja a chave para o poder de Deus, mas é um indício de como enxergamos o Onipotente. Um antigo parceiro meu de oração começava orando de joelhos eacabava com o rosto no chão diante de Deus. Por que fazia isso? Sua adoração era um mal-estar que encontrava alívio apenas quando ele se humilhava fisicamente. Karl Barth disse que a oração é “nosso anseio por Deus, nossa incurável ânsia por Deus”.
É um entorpecimento, uma paixão que nunca se satisfaz apenas provando gotas de Deus quando a vida surge em tragos profundos. Os joelhos precisam dobrar-se. Quando os joelhos se dobram, o Rei entra!. Estou convicto de que o segredo para chegar a Deus é uma atitude de joelhos dobrados. Ajoelhar-se não deve ser visto apenas como símbolo de devoção. É muito mais do que isso. É a postura que recebe o revestimento de poder de nossa vida. Nossa vida inteira se desfaz em ruínas quando vivemos como se não tivéssemos joelhos!
Sei agora que a postura de um servo é de joelhos. Pense no que mantém eretas as pernas. Em primeiro lugar, há a auto-suficiência. Precisamos aprender a humildade de espírito. O genuflexo não é uma posição só de oração, mas também de súplica. Se você se considera pobre, chegará de joelhos a Cristo, e de joelhos o receberá. Então será considerado bem-aventurado, pois bem-aventurados somos nós os humildes de espírito, pois nosso é o Reino.
As provações que nos deixam de joelhos nunca ocorrem por acaso. Todos os nossos sofrimentos podem servir para nos levar à maturidade. Cristo nunca será forte em nós enquanto não formos fracos. A medida que nossas forças diminuem, a força de Cristo cresce em nós. Quando estivermos inteiramente esvaziados de nossas próprias forças, ficaremos repletos do poder de Cristo.
(Calvin Miller, em “NAS PROFUNDEZAS DE DEUS”)

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