sábado, 26 de fevereiro de 2011

SEJAMOS AUDACIOSOS NA FÉ
“Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que Nele espera.” Is 64:4
Se você estudar a Palavra verá que Deus mandou todo grande homem e mulher da fé fazer algo que lhe parecia totalmente impossível! Deus sabia que era impossível cada um realizar na sua própria força a tarefa a eles destinada por Ele, porque Deus é o Deus do impossível.
Ele quer fazer o impossível através dos Seus. Deus sempre tem alvos que Seu povo não tem a possibilidade de cumprir ou atingir por si só, pois os Seus pensamentos estão acima dos nossos pensamentos, e os Seus caminhos estão acima dos nossos caminhos (Is 55:8). Ele estabelece para o Seu povo esses alvos impossíveis porque Ele quer que os Seus aprendam a confiar Nele para cumprir a Sua vontade. Deus sabe que nós, por nós mesmos, não conseguimos fazer nada que seja realmente bom, somente Nele isso se torna possível. Com Deus todas as coisas são possíveis, se conseguirmos tirar o nosso “eu” da frente, deixando Deus realizar o impossível que Ele nos tem prometido, Ele o fará.
A fé que ousa crer em Deus para Ele realizar o impossível é louvor a Deus. Além disso, deixar Deus realizar o impossível na nossa vida dá a Ele toda a glória.
Veja bem, nós conseguimos realizar coisas comuns, por nossos esforços conseguimos algumas coisas que, aparentemente, são vitoriosas e significativas, mas Deus sabe que não conseguimos realizar o impossível, não conseguimos apalpar o melhor que Ele deseja que tenhamos. Por nós mesmos teremos apenas o mediano, não o máximo, não o inimaginável, não o incalculável. Deus quer que Seus filhos confiem Nele para realizar o extraordinário, para usufruírem o incomparável.
Somente uma fé audaz, constante e paciente no Deus Todo-Poderoso nos fará a viver o melhor que Ele pretende, pelo amor de Jesus Cristo, que tenhamos.
A Bíblia está recheada de histórias verdadeiras de homens e mulheres que, com sua fé em Deus, venceram obstáculos, alcançaram a vitória guiados unicamente por Suas ordens e direcionamentos. Quer você perceba ou não, a Bíblia revela homens e mulheres que tiveram diante de si obstáculos intransponíveis, obstáculos que foram vencidos pela obediência ao Deus que desconhece barreiras.
(Kenneth Hagin, em “SUA FÉ LEVARÁ VOCÊ À VITÓRIA”)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Muito além de apenas viver um pouco mais!
Quem crê em Deus vive mais tempo..
Cientistas da renomada Duke University em Raleigh (Carolina do Norte/EUA) descobriram: "Quem crê em Deus vive mais tempo." Durante oito anos eles mediram regularmente a pressão arterial de 4.000 moradores do Estado. O resultado surpreendente foi: as pessoas que iam aos cultos no domingo ou liam a Bíblia e oravam regularmente tinham pressão arterial 40% mais baixa do que os não-crentes.
Harold Koenig, um dos autores do estudo, diz: "Principalmente pessoas mais idosas se sentem seguras devido aos cultos e às orações, o que reduz o stress, baixa a pressão arterial e protege o coração." (BZ)
A genuína fé em Deus tem efeitos sensíveis, inclusive sobre a vida física. O Senhor Jesus disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mt 11.28). Mas a fé em Jesus Cristo produz mais do que apenas redução do stress ou sensação de segurança. Pois não devemos apenas nos sentir bem, tudo em nossa vida deve estar bem. A fé é uma fonte que jorra para a vida eterna. Aquele que crê em Jesus recebe o perdão dos pecados. Quem nEle crê é liberto do pecado original de Adão. Quem recebe a Jesus em sua vida pela fé é liberto legalmente de toda culpa e se torna um filho de Deus legítimo (Jo 1.12). A fé em Cristo nos transporta para o reino de Deus e nos dá uma esperança viva que nos sustém também em dias difíceis. A fé em Jesus tira o poder da morte (embora o temor dela ainda possa persistir), nos abre as perspectivas para o reino de Deus e permite a nossa entrada nele. Por meio da fé o homem obtém razão para viver e sua alma inquieta encontra descanso. Foi o que já disse Agostinho: "Fomos criados para ti, ó Deus, e nosso coração não tem paz até que a encontre em ti"
(Norbert Lieth )

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Bíblia, Uma Mensagem de Deus


















"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4:12).
A BÍBLIA, UMA MENSAGEM DE DEUS
Você tem vários motivos para ler a Bíblia. Ela é o livro mais difundido e vendido, um dos mais antigos e o fundamento de diversas culturas. Mas a razão essencial é que a Bíblia é a Palavra de Deus. Por meio dela você pode ouvir Deus falar.
Se o seu chefe ou superior no trabalho falasse alguma coisa, você não se esforçaria para ouvi-lo? Se uma celebridade lhe escrevesse, você não se esforçaria para ler a carta? Então, quando o Criador se dirige a você, não negligencie as palavras dEle. Se você crer, elas mudarão sua vida completamente e darão um sentido para sua existência, que não termina com a morte, pois sua alma é eterna.
Nunca mais você estará sozinho em suas dificuldades, sofrimentos e aflições. O próprio Senhor nos promete: “Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28:20).
O Deus da Bíblia, o Deus de Abraão, de Davi, dos apóstolos e de milhões de crentes também será o seu Deus, um Deus que deseja agir e transformar a sua vida.
Na verdade, esse é um milagre e, portanto, a maior prova da inspiração divina desse livro. Nele você descobrirá o rosto de Deus, um Deus com o qual se pode ter um relacionamento pessoal. A Bíblia lhe ensinará a viver plena e intensamente.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O SORRISO DE DEUS
O sorriso de Deus é o objetivo de sua vida.
Uma vez que agradar a Deus é o primeiro propósito de sua vida, sua mais importante tarefa é descobrir como fazer isso. A Bíblia diz: “Compreenda o que é agradável a Deus, e então faça-o” Ef 5:10.
Eis o que Deus quer mais de você: um relacionamento! Essa é a mais espantosa verdade do universo. Deus criou você para amá-lo e deseja que você também O ame. Ele diz: “Não quero sacrifícios. Não me interesso por suas ofertas, o que Eu quero é que vocês me conheçam” Os 6:6.
Mas, há algo mais que Deus quer de você. Ele quer que você confie Nele. Confiar em Deus completamente significa crer que Ele sabe o que é melhor para a sua vida. Você espera que Ele cumpra as Suas promessas, ajude-o com seus problemas e faça o impossível quando necessário. A Bíblia afirma: “O que agrada a Deus [...] são [...] pessoas que O temem e põem a sua esperança no Seu amor” Sl 147:11.
Em quais áreas da sua vida você precisa confiar em Deus completamente? Confiar é um ato de adoração. Assim, como os pais se alegram quando seus filhos confiam em sua sabedoria e amor, sua fé deixa Deus feliz. A Bíblia afirma categoricamente, sem deixar margem para dúvidas ou polêmicas: “Sem fé é impossível agradar a Deus.” Hb 11:6
Deus não lhe deve explicações para tudo que Ele lhe manda fazer. A compreensão pode esperar, mas a obediência não. A obediência imediata lhe ensinará mais sobre Deus do que uma vida inteira de discussões bíblicas. Na verdade, você jamais compreenderá algumas ordens sem que as tenha obedecido primeiro. A obediência libera a compreensão.
Freqüentemente tentamos oferecer a Deus uma obediência parcial. Queremos escolher as ordens a que obedeceremos, deixamos de lado as que acreditamos ser absurdas, difíceis, custosas ou impopulares. “Orarei, mas não intercederei por aquela pessoa”, “Vou a igreja, mas não darei o dízimo”, “Vou ler a Bíblia, mas não perdoarei quem me magoou.” Todavia, obedecer parcialmente não é obedecer.
Tiago falando aos cristãos, disse: “Nós agradamos a Deus pelo que fazemos, e não somente pelo que cremos” Tg 2:24.
Obedeça confiando. Confie obedecendo. Então, Deus sorrirá para você.
“Que o Senhor sorria para ti…” Nm 6:25
(Rick Warren, em “UMA VIDA COM PROPÓSITOS”)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

SEJAMOS FRANCOS COM DEUS
Deus nos concede graciosamente permissão para falar francamente com Ele. O verdadeiro problema com pessoas como eu é que achamos difícil usar de franqueza com o Senhor porque temos receio de que nossa raiva, frustração e confusão sejam pecados. A Bíblia certamente nos dá exemplos de pessoas que foram francas quanto às suas reações e sentimentos com relação ao que Deus estava fazendo, e Deus sempre trata suas inquietações em vez de censurá-las. Estas pessoas estavam pecando? Talvez, mas Deus não pareceu tratá-las como se estivessem. Lembra-se de Sara riu de Deus e depois tentou encobrir que tinha feito, o Senhor não a deixou (Gn 13-15). Ele a fez enfrentar suas emoções. Noemi disse às pessoas que Deus tornara sua vida amarga, todavia, Ele ainda agiu para abençoá-la. Jeremias expressou seu xtremo descontentamento com o que teve de sofrer como profeta do Senhor, alegando até que Deus o havia enganado, mesmo assim, o Senhor o manteve como Seu profeta. O senhor permitiu também que as palavras do autor de Eclesiastes tivessem um lugar na Bíblia Sagrada, apesar de expressarem uma triste perspectiva da vida e contrabalançarem declarações e conceitos mais positivos enconrados em Salmos e Provérbios. Jesus não teve nenhum receio de clamar ao Pai por que Este o havia abandonado.
Pense que talvez o fato de você estar com raiva de Deus seja, na realidade, um sinal de sua fé Nele. Você não culpa o destino ou se sente sem sorte. Em vez disso, apóia-se em alguém responsável pelo que está acontecendo ou pelo que você está passando. Você crê na existência de um Deus com quem ficar furioso.
Lembremo-nos do tipo de Deus que Ele é. Ele é onisciente. Se tentarmos encobrir o que está acontecendo dentro de nós, estaremos implicitamente afirmando acreditar que Deus é menos do que realmente é. Encarando realisticamente, isso, sim, é uma blasfêmia. Em vez de apresentar um deus que pode ser enganado, a Bíblia apresenta o DEUS que sabe exatamente o que está acontecendo (1 Sm 15; Pv 20:27; Jr 3:10; Jo 2:23-25). Deveríamos tratá-Lo como tal.
(Steve Bierly, em “LUTANDO COM DEUS)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

 O PODER DE DEUS TEM UM PREÇO
Uma das coisas mais maravilhosas acerca de Deus é que Ele compartilha de Si mesmo conosco. Ele nos dá uma porção de tudo o que Ele é. Ele até compartilha Seu poder e nos dá um meio para fazer e ser aquilo que não poderíamos fazer e ser por nós mesmos.
Deus nos ama a ponto de ser forte por nós. Ser forte naquilo em que temos a maior fraqueza. “Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor…os que esperam no Senhor renovam as suas forças…caminham e não se fatigam.” Is 40:29-31
Com relação ao poder de Deus temos que esperar para obtê-lo. Não nos lançamos sobre ele como se ele fosse um interruptor de luz. Nós não o controlamos. É Deus quem o controla. É o seu poder, e Ele o distribui segundo Sua vontade. Ele quer que esperemos Nele para obter poder. Mas o problema é que não gostamos de esperar. Queremos o que queremos no instante que queremos. E o que significa esperar? Como exatamente devemos fazer isso?
Muitas vezes há desespero na oração quando estamos buscando a Deus para receber aquilo que precisamos, quando não conseguimos esperar Nele, agimos indevidamente procurando resolver o que nos aflige; isso sempre nos traz problemas, imediatos ou futuros. Porém, quando estamos esperando no Senhor, a nossa alma encontra descanso Nele. Encontramos paz em meio à confusão.
O modo como esperamos no Senhor consiste em passar tempo com Ele em louvor e adoração. Significa concentrar-se e meditar na grandeza de Deus e louvá-Lo pela pessoa que Ele é, e por tudo que Ele tem feito. É aproximar-se de Deus e dizer-Lhe o quanto O reverenciamos. É louvá-Lo por ser nosso Senhor Todo-Poderoso. É assim que podemos correr a carreira e não nos fatigar. E, à medida que continuarmos a fazer isso, Ele nos levantará e, assim, voaremos.
O poder de Deus não é barato. Assim como a energia elétrica que entra em nossa casa, há um preço a ser pago pelo poder divino. Só que o preço não é monetário. O preço é passarmos tempo enchendo-nos da Palavra de Deus para podermos entender o poder. É orarmos para podermos ter acesso ao poder. É vivermos em obediência para podermos maximizar o poder. É louvarmos e adorarmos a Deus para podermos abrir as linhas pelas quais o poder de Deus flui em nossa vida.
Você vê pessoas que nem experimentam o poder de Deus porque não querem pagar o preço por ele. Elas querem levar a vida de seu jeito e não do jeito de Deus. No entanto elas levam uma vida sobrenaturalmente sem poder.
Paulo disse: “…sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe entretanto, o poder.” 2Tm 3:1-5. Não queremos ser pessoas que negam o poder de Deus em nossa vida. Queremos reconhecer plenamente Seu poder, e a melhor maneira de fazer iss é louvando-O como o Deus onipresente e Todo-Poderoso do universo.
(Stormie Omartian, em “O PODER TRANSFORMADOR DA ORAÇÃO”)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

AMOR E PODER
A oração pode assumir duas formas, dependendo de quão claramente conheçamos a vontade de Deus a respeito do assunto da oração.
Às vezes Deus não nos concede clareza a respeito dos resultados que Ele almeja. Entretanto, podemos orar com plena confiança em que Ele é capaz de operar, e que operará. Podemos entregar nosso caminho ao Senhor e confiar em que Ele fará Sua boa, perfeita e agradável vontade a nosso respeito, embora não conheçamos os detalhes, nem o momento, de Sua ação. A oração abre caminho para que Deus faça aquilo que Ele quer, não importando se conhecemos ou não os pormenores de Sua vontade. Não precisamos de uma grande fé, mas apenas de fé comum num grande Deus que tem o melhor para quem se entrega, sem reservas, à Ele.
Em outras ocasiões, quando se discerne claramente a vontade de Deus, pode-se orar com fé mais robusta, mais definida. Podemos, então, ser mais ousados, mais intrépidos, e pedir especificamente aquilo que Deus demonstrou ser Sua vontade. Esta é a segunda forma de oração. Pedimos com confiança, crendo que Ele nos atenderá, porque temos certeza daquilo que Deus deseja.
George Mueller fundou um orfanato na Inglaterra, no início do século passado. Era um homem parecido com Jesus, profundo no conhecimento da Palavra, firme na evangelização. Ele é bem lembrado, todavia, pela sua fé e pelas respostas que recebeu às suas orações. Escreveu ele:
“Verifiquei, invariavelmente, nos cinqüenta e quatro anos e nove meses em que tenho sido Seu seguidor, que se eu apenas cresse, eu receberia aquilo que pedira, quando Deus o quisesse dar-me…Devemos crer que Deus é capaz de responder, e que responderá. Para verificar se Ele é capaz basta que olhemos para a ressurreição do Senhor Jesus Cristo. Visto que Ele O ressuscitou, Ele deve ter poder infinito. Quanto o amor (e desejo) de Deus, basta que olhemos para a cruz de Cristo. Tendo estas provas do poder e do amor de Deus, em plena confiança, se crermos receberemos; sim, obteremos aquilo que pedimos.”
(Warren Myres, em “O SEGREDO DA ORAÇÃO”)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

NÃO NEGLIGENCIEMOS A ORAÇÃO!











“Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica” Ef 6:18
A porção deste versículo sobre a qual nossa atenção será focalizada é “para isto vigiando com toda perseverança”. Que indica a locução “para isto”? Lendo a expressão precedente, percebemos que se refere à oração e á súplica. O que o apóstolo quer dizer é que “com toda oração e súplica, orando em todo o tempo no Espírito” ainda não é suficiente, e que “vigiando com toda perseverança” deve ser acrescentado à oração e súplica. Em outras palavras, é necessário que haja oração, de um lado, e vigilância, de outro. Que significa “vigiar”? Significa conservar os olhos abertos, prevenir-se de qualquer perigo. Vigiar em oração e súplica significa ter visão espiritual a fim de discernir as astúcias do mal.
A oração é uma espécie de serviço. Deve ser colocada em uma posição elevada. Por mais que as pessoas tenham consciência da importância da oração, não são muitos os que realmente a apreciam. As pessoas normalmente gostam das reuniões de ministração, estudo bíblico, e assim por diante. Mas no que se refere às reuniões de oração, a freqüência é surpreendentemente pequena. Não importa quantas mensagens sejam dadas lembrando-nos de que nosso principal serviço é a oração, e que se falharmos em nossa vida de oração, falharemos em tudo o mais, ainda assim, a oração continua sendo pouco apreciada e considerada assunto de pequena conseqüência. Confrontados por uma pilha de problemas, podemos dizer com nossos lábios que somente a oração pode resolvê-los, e ainda assim falarmos mais do que orarmos, preocupar-nos mais do que orarmos e planejarmos mais do que orarmos. Em suma, tudo é colocado antes da oração. Outras coisas são colocadas em posição de destaque, ao passo que a oração é relegada ao último lugar; a única coisa que não é tão importante.
Alguém que conhece o Senhor profundamente disse, certa vez: “Todos nós temos cometido o pecado de negligenciar na oração; devemos dizer a nós mesmos – Você é essa pessoa.” Deveríamos dizer, de fato, a nós mesmos: “Você é essa pessoa”. Não deveríamos lamentar que os outros não orem; nós mesmos precisamos nos arrepender. Como precisamos que o Senhor nos ilumine os olhos para que compreendamos de novo a importância da oração e conheçamos de novo o seu valor.
Orar de modo completo e orar com poder, não é uma expectativa vã. Facilidade e conforto não nos conduzirão a esta vida de oração, nem entraremos nela sem esforço. Precisamos aprender um pouco, quebrar-nos um pouco e lutar um pouco para obter esse tipo de oração.
Devemos agir como aquela viúva que foi ao juiz iníquo tantas vezes que ele resolveu julgar sua causa (Lc 18:5). Devemos ser como a mulher sunamita que recusou deixar Eliseu até que ele se dispusesse a segui-la (ver 2Reis 4:30). Cremos que toda demora na resposta à oração capacita-nos a aprender algo que não sabíamos antes e a descobrir o que antes nos era desconhecido.
Watchman Nee, em “O MINISTÉRIO DE ORAÇÃO DA IGREJA”

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

CAMINHO DA CONFIANÇA
A premissa da confiança segundo a Bíblia é a convicção de que Deus quer que creSçamos, avancemos e experimentemos plenitude de vida. Esse tipo de confiança, todavia, é adquirida apenas aos poucos e quase sempre através de uma série de crises e provações. No meio da angústia indescritível no monte Moriá, Abraão, ali com seu filho, Isaque, aprendeu que o Deus que o havia chamado para crer contra a esperança era iminentemente confiável, e a única coisa que se podia esperar dele era confiança incondicional. O grande patriarca é modelo da essência da confiança nas Escrituras hebraicas e cristãs: ter convicção que Deus é digno de crédito.
O relato da história da salvação aponta para a realidade invariável de que a confiança precisa ser purificada pelo fogo da provação. Davi, a figura mais admirada da história do judaísmo sabia o que era medo, solidão, fracasso e perseguição; mas ele conquistou o coração de Deus com sua confiança inabalável:
“Em vindo o temor, hei de confiar em Ti. Em Deus cuja palavra eu exalto, neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei” Sl 56:3-4
”Confio no Senhor sem vacilar” Sl 26:1
“O Senhor livrou-me porque se agradou de mim” Sl 18:19
Espera pelo Senhor e tem bom ânimo, fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor” Sl 27:14
“Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança” Sl 40:4
“Quanto a mim sou como a oliveira verdejante, na casa de Deus, confio na Sua misericórdia” Sl 52:8
A confiança inabalável no amor de Deus nos inspira a sermos gratos pelas trevas que nos cercam, pelo desemprego, pela artrite que não pára de doer e nos leva a orar do fundo do coração: “Pai, em Tuas mãos entrego meu corpo, mente, espírito e todo o dia de hoje. A Tua vontade para mim, seja qual for, é a minha vontade, dependo de Ti e confio em Ti no meio da minha realidade. Ao Teu coração confio o meu coração, frágil, inseguro, incerto. Pai, entrego-me a Ti em Jesus, nosso Senhor, amém”.
Em algum lugar ao longo do caminho, na vida do cristão maduro, a fé junta-se com a esperança e transforma-se em confiança. Baseada na experiência que temos da fidelidade invariável de Deus, floresce a confiança de que Ele está conosco, e nos ajudará com Sua sabedoria e poder.
E acho que a fidelidade no caminho da confiança nos conduzirá, nos momentos mais críticos, ao mesmo ponto aonde Jó foi conduzido, e declarou: “Embora Ele me mate, ainda assim esperarei Nele” Jó 13:15
(Brennan Manning, em “CONFIANÇA CEGA”)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Deus não Rejeita a Quem O Invoca
No Salmo 50.15 lemos a maravilhosa promessa de Deus: "...invoca-me no dia da angústia: eu te livrarei, e tu me glorificarás."
Em uma fábrica de tecidos, onde funcionavam teares muito complicados, havia uma placa que dizia: "Se os fios se emaranharem, chame o supervisor". Recentemente aconteceu o seguinte: os fios do tear de uma operária muito dedicada e hábil se enrolaram. Imediatamente ela tentou desenredá-los, mas seus esforços somente tornavam maior a confusão. Finalmente, cansada e mal humorada, ela pediu ajuda ao supervisor.
"Você mesma já tentou separar os fios?", perguntou ele. – "Sim". – "Por que você não me chamou, conforme a norma?" – "Fiz o melhor que pude", respondeu ela. – "Lembre-se, ‘o melhor' em tal caso é me chamar!"
Quantas pessoas neste mundo se assemelham a essa mulher! Elas são honestas, corajosas e trabalhadoras. Elas enfrentam a vida com determinação. Gostaríamos de resolver tudo sozinhos, dar conta dos problemas, pois não nos agrada pedir ajuda aos outros. Esforçamo-nos para encontrar a própria solução. Mas, todos os esforços são em vão. No final, ficamos totalmente desanimados.
Muitas vezes, as circunstâncias acabam se tornando tão difíceis que não conseguimos mais nos desvencilhar sozinhos dos problemas. Quantas vezes um médico já teve de dizer a um paciente: "Mas, porque você não veio antes?"
Quando alguém se encontra em tal situação, a única solução é ir ao Senhor Jesus e invocá-lO. Ele é a resposta a todos os nossos problemas e às muitas confusões provocadas pelo pecado. Sem Ele não podemos fazer nada – nem para nós mesmos, nem para outros. Jesus Cristo diz: "...o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora" (Jo 6.37)
(Norbert Lieth )

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O PÃO DE CADA DIA
Ninguém é digno do prazer de viver, se não usar suas angústias, ansiedades e aflições para irrigar a vida. Ninguém é digno das flores, se não sujar as mãos para lavrar a terra e cultivá-la. A existência tem curvas imprevisíveis, perdas inesperadas, choques fora do plano que traçamos.
Quando olhamos para o relacionamento que Jesus tinha com Seus discípulos, verificamos que Ele os testava constantemente. Era capaz de enviá-los sem suporte financeiro e sem alimentos para uma terra esranha. Orientava-os a experimentar o vale do medo e a construir segurança mesmo quando o mundo desabava sobre eles. Corria risco de ser morto por proteger uma prostituta sem nenhuma religiosidade aparente e queria que os Seus discípulos aprendessem a amá-la independentemente de seus comportamentos. Para espanto deles, o Mestre não tinha medo de expressar Seus pensamentos em lugares onde se recomendava a prudência.
A oração do Pai-Nosso é uma síntese complexa do que Jesus viveu e ensinou. O Deus dessa oração não prometeu caminhos sem obstáculos, oceanos sem tormentas. Mas prometeu o pão cotidiano em cada travessia, força na angústia, coragem nas incompreensões e paciência nas perdas.
Deus não prometeu uma existência sem desertos, mas ensinou que há um oásis nos escombros das dores. Não prometeu campos de flores, mas ensinou, através de Jesus, que há dignidade nos vales dos temores e esperança nos abismos das derrotas. Ensinou que a vida deve ser homenageadas a cada momento como um espetáculo único.
Deus não facilita a vida humana. Uma análise do comportamento de Deus indica que, se atender prontamente todas as necessidades humanas, criaria exploradores, e não seguidores, pessoas autoritárias e não altruístas.
O próprio Jesus comenta que é necessário bater, bater e bater à porta desse misterioso Pai. Não é um processo instantâneo, mas exige o esforço da fé, da paciência e a sabedoria que Ele tem o tempo certo para tudo.
(Augusto Cury, em “OS SEGREDOS DO PAI-NOSSO”)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

ALEGRIA MOVIDA PELA CONFIANÇA
A mim me parece que o sofrimento envolve dois problemas: 1) quem causou meu desconforto; 2) minha reação. A grande maioria de nós gasta sua energia tentando descobrir a causa do sofrimento, em vez de decidir como reagir. Á medida que nós nos concentramos na causa, podemos terminar tornando-nos amargos em relação a Deus.
Em Jó, o livro da Bíblia que mais vividamente apresenta a pergunta: “Quem causa o sofrimento?”, Deus deliberadamente evita tal pergunta. Ele jamais explicou a causa a Jó. Notamos que a Bíblia toda prefere desviar-se da causa do sofrimento para tratar da reação ao sofrimento. Dor e sofrimeto atinge-nos sempre; o que faremos? Os três grandes apologistas (defensores) da causa, os amigos de Jô, foram repreendidos por Deus. A Bíblia é tão clara neste ponto que concluo ser a pergunta “É Deus o responsável?” nada importante para os cristãos. A importância real está na pergunta “Como devo reagir, já que esta coisa horrível aconteceu?”
Quanto a melhor reação, a Bíblia dá freqüentemente uma resposta perturbadora:
“Considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações,pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros.” Tg 1:2-4
“Nisso vocês exultam, ainda que agora, por um pouco de tempo, devam ser entristecidos por todo tipo de provação. Assim acontece para que fique comprovado que a fé que vocês têm, muito mais valiosa do que o ouro que perece, é genuína e resultará em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado.” 1Pe 1:6-7
“Agora, porém, me alegro, não porque vocês foram entristecidos, mas porque a tristeza os levou ao arrependimento. Pois vocês se entristeceram como Deus desejava, e de forma alguma foram prejudicados por nossa causa. A tristeza segundo Deus produz um arrependimento que leva à salvação e não remorso, mas a tristeza segundo o mundo produz morte” 2Co 7:9
“Fostes contristados para o arrependimento.” No meu pensar, esse é provavelmente, o resultado mais sucinto e mais exato de todo o papel do sofrimento. Ele se harmoniza com o tom bíblico que enfatiza a reação do cristão, e não a causa do sofrimento. Encaixa-se também nos exemplos onde Jesus tratou de duas tragédias (Lucas 13), Pilatos assassinando judeus e os 18 homens mortos pela queda de uma torre. Cristo reforçou as suas palavras com uma advertência ultissonante: “Se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (v.3).
Depois de declarar que estas tragédias não foram causadas por Deus como resultado das ações dos homens, ele voltou-se para a reação das pessoas. Para os não-cristãos, a mensagem é uma advertência a fim de que considerem outros valores na vida e voltem-se para Deus. Para os cristãos, a mensagem é ter confiança em Deus como uma criança confia nos seus pais.
A Bíblia não sugere uma atitude masoquista de deleitar-se com a dor. “Alegra-se no sofrimento” não quer dizer que devemos parecer felizes quando há tragédia e dor. Tal ponto de vista distorceria a expressão verdadeira e honesta dos sentimentos.
A Bíblia focaliza o resultado final, o que Deus pode fazer nas nossas vidas por intermédio do sofrimento. Antes que Ele possa agir, entretanto, precisa de nossa confiança Nele, e essa declaração de confiança pode ser descrita como regozijo.
(Philip Yancey, em “DEUS SABE QUE SOFREMOS”)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

DEUS ESTÁ NOS DETALHES
Uma criança chorou. Isso mudou todo o curso da história da humanidade.
Deus está nos detalhes. A doutrina da providência divina declara que o governo providencial de Deus se estende a todas as coisas grandes e pequenas.
Coisas insignificantes podem proporcionar grandes conseqüências. O bater das asas de uma borboleta na China produz perturbações minúsculas nas correntes de ar, no final, afetam o tempo no outro lado do planeta.
Qual foi o choro que se ouviu por todo o mundo? Era o choro de uma criança que estava a mercê das ondas no rio Nilo. Moisés.
Um dos Faraós do antigo Egito decidiu reduzir o crescimento populacional do povo hebreu, escravos dos egípcios à época. Para tanto, declarou que as próprias parteiras hebréias deveriam matar as crianças que nascessem. Contudo, em um ato heróico de desobediência civil, as parteiras se recusaram a executar o serviço e tentaram encobrir sua rebeldia.
No entanto, uma das mulheres hebréias que dera a luz tomou um cuidado extra, incomum, para proteger seu filho:“Tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio.” Ex 2:3
Se houve uma mãe que entregou o filho às mãos da providência de Deus, foi esta. Ela deixou a pequena arca flutuar e ser carregada para onde a corrente levasse. A irmã mais velha da criança se postou perto da margem do rio, observando à distância o cesto flutuar enquanto era carregado pela correnteza. Naquele momento , os únicos olhos que estavam sobre o cesto eram os da irmã e os olhos de Deus.
Então, aconteceu algo que alguém consideraria uma coincidência. Os olhos de outra pessoa viram o objeto no rio. O que atraiu estes olhos para o rio é uma questão de suposição. Talvez fosse o choro da criança.
Aconteceu que, de todo o povo da face da terra, quem viu a arca que estava flutuando naquele lugar, naquela hora foi a filha do Faraó. A Bíblia não diz que ela ouviu o choro da criança. Entretanto, quando ela pegou a arca, a criança estava chorando, o que me leva a pensar que foi o choro que chamou sua atenção em primeiro lugar. É evidente que ela conhecia o decreto do pai. Se obedecesse ao decreto, ela teria lançado a criança de volta no rio. Mas esse não foi o fim da história porque a mulher teve compaixão. A criança chorou…
Os acontecimentos que se seguiram são quase tão surpreendentes como a própria descoberta. A irmã observou quando a criança foi tirada do rio, pensando rapidamente, ela foi à filha do Faraó e se ofereceu para encontrar uma mulher que cuidasse do infante. Podemos ver outra ironia, ela poderia ter dito “Não!’, em vez disso, ela disse “Vai!” . Então, a irmã do bebê partiu e trouxe sua mãe, onde se deu a ironia final. A própria mãe foi chamada para cuidar da criança. Seu filho lhe fora devolvido pela mão da providência de Deus que agia por intermédio da filha de Faraó.
Deus não se surpreendeu com o fato da filha de Faraó ir a margem do rio em um dia fatal da história. Ele não se surpreendeu com o fato da criança chorar. Ele ordenou que a criança chorasse e determinou que a princesa estivesse ali naquele exato instante. Deus não conhece acasos.
Fazemos o jogo do “O que aconteceria se?” Poderíamos supor que, se a criança não tivesse chorado, Moisés não existiria. Se Moisés não existisse, não haveria o Êxodo. Se o Êxodo, não haveria a Lei do Sinai. Sem a Lei, não existiriam os profetas. Sem os profetas, não existiria Jesus. Sem Jesus, não haveria a cruz. Sem a crus, não haveria a redenção. Sem a redenção, nada de cristianismo. Sem cristianismo, não haveria a Civilização Ocidental tal como a conhecemos. Tudo isto aconteceria se uma criança numa arca caseira deixasse de chorar no momento certo.
Contudo não há “O que aconteceria se?” em Deus. Ele é um Deus cuja providência está nos detalhes. Inclusive na sua, e na minha vida.
(R. C. Sproul, em “A INVISÍVEL MÃO DE DEUS”)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

APRENDENDO A ANDAR
O inimigo de nossas almas tenciona apenas nos transformar num gado que finalmente poderá ser transformado em comida; Deus quer servos que finalmente poderão tornar-se filhos. O inimigo quer sugar-nos, Deus quer nos fortalecer. Satanás é vazio, por isso quer ser preenchido; Deus está repleto e transborda. O objetivo do mal é absorver os outros seres nele mesmo; Deus quer um mundo repleto de seres unidos a Ele e ainda assim distintos.
Sempre paira uma pergunta no ar – por que Deus não utiliza os Seus poderes para estar presente de modo perceptível para as almas humanas, com a intensidade que Ele escolher e sempre que desejar? O que ocorre é que o Irresistível e o Indisputável são duas armas que a própria natureza do Seu desígnio O impede de usar. Para Ele, de nada valeria simplesmente neutralizar a vontade humana (o que certamente aconteceria se Ele nos fizesse sentir a Sua presença, mesmo do modo mais débil e suave possível). Ele não pode nos violentar; pode apenas nos cortejar. Pois Sua idéia é ter ao mesmo tempo duas coisas: nós devemos ser Um com Ele, e ainda assim pessoas diversos. De nada Lhe serve simplesmente nos anular ou nos assimilar. Ele está disposto a nos guiar um pouco no começo. Inicialmente, nos dá mensagens da Sua presença que, mesmo esmaecidas, são para nós grandiosas, repletas de grande candura. Mas Ele não permite que este estado de coisas dure infinitamente. Cedo ou tarde Ele “retira” todo o Seu apoio e incentivo – se não de fato, pelo menos da nossa experiência consciente. Ele nos deixa andar com nossas próprias pernas – Durante estes períodos de tribulação, bem mais do que nos períodos de pico, é que nós começamos a nos transformar naquilo que Ele quer que sejamos. É por isso que as preces feitas num estado de aridez são as que mais Lhe agradam.
O mal pode nos arrastar continuamente, tentando-nos constantemente, porque satanás nos concebe apenas como alimento e quanto mais puder atrapalhar nossa força de vontade, melhor. Deus não pode nos “tentar” para a virtude, assim como o diabo nos tenta para a perversão. Deus quer que aprendamos a andar e, portanto, em certos momentos não nos oferece a Sua mão, se nossa vontade de andar for genuína, Ele se “satisfaz” até mesmo com nossos tombos. Nunca os intuitos das trevas correm tanto perigo quando um ser humano não desejando mais, mas ainda assim tencionando fazer a vontade de Deus, perscruta um universo do qual Ele parece ter desaparecido sem deixar rastro, se pergunta por que foi abandonado, e ainda assim obedece.
(C. S. Lewis, em “CARTAS DE UM DIABO A SEU APRENDIZ”)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ORANDO COM SABEDORIA
Quando Jesus disse: “Pedi e lhes será dado, busquem e encontrarão, batam e a porta lhes será aberta” Mt 7:7, Ele demonstrou Seu desejo de suprir nossas necessidades. Paulo escreveu para não andarmos ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplica, e com ação de graças, apresentemos nossos pedidos ao Pai (Fp 4:6). A primeira epístola de João, capítulo 5, versículos 14 e 15, nos mostra a mesma verdade – Deus quer que O peçamos que cuide de nossas necessidades.
Mas Deus impõe condições em Suas promessas. Elas são para nosso bem. “Esta é a confiança que temos ao aproximamos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com Sua vontade, Ele nos ouvirá” 1Jo 5:14. Mas como saber se estamos orando de acordo com a vontade do Pai? Podemos sempre conhecer a vontade de Deus em nossas orações? Sim, embora nem sempre de imediato. Algumas vezes quando vamos a Deus, estamos no escuro. Mas, se pudermos compreender e aplicar certos princípios, finalmente, poderemos saber a vontade de Deus quando orarmos.
Tiago escreveu: “Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá livremente de boa vontade; e lhe será concedida” (Tg 1:5). O que é sabedoria? É ver as coisas sob a perspectiva de Deus. Quando não sabemos o que Deus pensa sobre nossos pedidos, temos o direito de perguntar a Ele.
Paulo escreveu: “Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26). A palavra fraqueza neste versículo relaciona-se a fraqueza espiritual – nossa incapacidade de orar sob a perspectiva de Deus. Em outras palavras, o Espírito orará através de nós quando não soubermos o que orar, e ao mesmo tempo nos dará entendimento. Não estamos perdendo tempo quando oramos sem compreensão, pelo contrário, Deus está honrando nossa oração.Enquanto continuarmos orando, Deus revelará Sua vontade para nós. Jesus prometeu: “Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda verdade” (Jo 16:13). Parte da tarefa do Espírito Santo é guiar à verdade de como devemos orar. Mas Ele só pode fazer isso se orarmos. É essencial que desejemos orar em concordância com a Sua vontade; essa é a atitude que Deus honra.
Se nosso pedido não estiver de acordo com Sua vontade, o Senhor redirecionará nossa atenção para Ele e perderemos o interesse naquilo que estávamos pedindo. Independentemente de como Ele agirá, devemos acreditar que Ele mostrará. Freqüentemente temos que esperar. Mas é durante esse tempo de espera que começamos a conhecer a Deus realmente.
(Charles Stanley, em “RESOLVA COM ORAÇÃO”)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

SE DESNUDE DIANTE DE DEUS
“E contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer” Lc 18:1
Se o povo de Deus não persistir em oração, será que Jesus encontrará fé na terra? O Senhor narra essas histórias para que entendêssemos a importância de persistir em oração. Precisamos aprender a orar com insistência, precisamos agarrar-nos a Deus até receber a resposta. Temos que orar e continuar orando, e abalar os céus até vermos a resposta de nossas petições. Essa persistência não tem como objetivo “acordar” Deus, nem implorar, nem fazer barganhas com Ele, nem convencê-Lo a nos dar o que pedimos. Ele já está convencido e desejoso de abençoar-nos, ajudar-nos e salvar-nos. Isso é do caráter Dele. Ele é que deseja acordar-nos e convencer-nos.
Além de ser persistentes em oração, precisamos também fazer orações incisivas e específicas. Em Marcos 10:46-52, encontramos a história do sego Bartolomeu que gritava enquanto Jesus passava pelas ruas de Jericó. Jesus foi até ele e perguntou: “Que queres que eu faça?”
Jesus gosta quando insistimos e não O largamos de mão, MESMO não recebendo uma resposta imediata, aliás seria melhor dizer – PRINCIPALMENTE quando não recebemos uma resposta imediata. Ele quer que insistamos e continuemos em oração. E quer também que façamos orações específicas. Hoje Ele ainda nos diz:
“O que queres que eu faça?”
Reconheço que nem sempre sabemos definir com precisão todos os detalhes de nossa petição, mas procuremos ser objetivos quanto ao que sentimos e necessitamos, devemos evitar orações vagas, cheias de religiosidade, orações sem “coração”. Devemos colocar todos os nossos sentimentos expostos em nossas orações diante do Senhor. Se estivermos pedindo algo que não entra em Seus planos para nós, Ele mudará nossa oração no decorrer do tempo. Mas, se orarmos em conformidade com Seus propósitos, Ele nos abençoará nos atendendo.
Devemos orar com destemor, certos que Deus responderá da melhor maneira para nós. Vamos abandonar as tradições religiosas e nos livrar de convenções para assim buscarmos a Deus “nus”, em total entrega e confiança. Se nos convencermos que Deus tem TOTAL interesse em TODAS as questões que envolvem nossa vida, oraremos assim. E se orarmos veremos Seu poder, repleto de amor, operar em cada problema, necessidade e aflição que enfrentamos.
(Dean Sherman, em “BATALHA ESPIRITUAL”)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A FÉ RI DAS IMPOSSIBILIDADES



















Com o propósito de colocar tudo na perspectiva certa, eu gostaria que examinássemos 4 passagens-chave das Escrituras que tratam da questão das impossibilidades. Duas delas se encontram em Jeremias 32 e duas no Evangelho de Lucas. O profeta Jeremias escreveu:
“Ah, Senhor, eis que fizeste os céus e a terra com teu grande poder e com teu braço estendido; coisa alguma te é demasiadamente maravilhosa…”  Jr 32:12
Leia novamene essa sentença: “Coisa alguma te é demasiadamente maravilhosa.” Você compreende que a coisa ou as coisas que você está chamando de “impossibilidades” podem ser sobrepostas ao que Deus disse que é “coisa alguma [nada]” para Ele?
É difícil reconstruir em nosso idioma o colorido e o impacto dos termos hebraicos usados nesse verso. O melhor que podemos dizer é: “Não, absolutamente nada é extraordinariamente insuperável para Ti.”
Jeremias 32:27 é o segundo verso que desejo que examine: “Eis que Sou o Senhor, o Deus de todos os viventes; acaso haverá coisa demasiadamente maravilhosa para mim?”
Leia outra vez a última parte deste versículo: “Haveria coisa demasiadamente maravilhosa [difícil] para mim?” Deus está pedindo que você substitua a palavra “coisa” pelas suas impossibilidades. Você preenche o espaço “________ é difícil demais para mim?” A palavra implícita é naturalmente: “Absolutamente não. Nada é difícil demais para mim.”
Eu não conheço a sua situação. Tudo que preciso conhecer e tudo que você precisa conhecer é: Deus e as Suas promessas. Ele é o Senhor, a súmula da vida, e nada é difícil demais para Ele.
Veja a seguir Lucas 1:37. Quero que combine as passagens em Jeremias com esta de Lucas. É uma resposta à pergunta de Maria sobre a sua concepção. Um anjo apareceu a ela e disse:
- Você conceberá o Cristo.
- Como isto pode acontecer, se sou virgem? – ela perguntou.
Você se lembra da resposta que ela recebeu. É justamente o que lemos há pouco em Jeremias: “Para Deus não haverá impossíveis.” A fim de tornar prática essa declaração, ela pode ser aplicada em sua situação. Qualquer que seja ela, não é impossível para Deus.
Em Lucas 18:27, Jesus Cristo disse: “Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus.”
Feche os olhos por um instante. Quero que pense no que lhe parece mais impossível. Você viu e leu essas 4 promessas de Deus. Cada uma delas disse virtualmente a mesma coisa: Nada é impossível para Deus. Isso inclui o mar, a montanha, o deserto, qualquer impossibilidade. Você vai pedir ao Senhor que lide com essa sua impossibilidade específica e depois deixá-la com Ele, com fé, sem duvidar.
FAÇA ISSO AGORA MESMO…
POR FAVOR!
(Charles Swindoll, em “PERSEVERANÇA”)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

VISLUMBRANDO A GLÓRIA DE DEUS
Um ansioso Moisés pede ajuda. “E Moisés disse ao Senhor: Eis que Tu me dizes – Faze subir a este povo, porém não me fazes saber a quem hás de enviar comigo; e Tu disseste – Conheço-te por teu nome; também achaste graça aos meus olhos. Como, pois, se saberá agora que tenho achado graça aos Teus olhos, eu e o Teu povo? Acaso, não é por andares Tu conosco, e separados seremos, eu e o Teu povo, de todo o povo que há sobre a terra?” Ex 33:12-16.
Você dificilmente o condenaria por ter medo. Cercado por israelitas revoltados e impacientes, e por um deserto com ventos quentes e pedras escaldantes, o ex-pastor precisa de segurança. Seu Criador oferece: “Disse, pois: irá a minha presença contigo para te fazer descansar. Então disse o Senhor: Farei também isto; porquanto achaste graça aos meus olhos; e te conheço por nome” Ex 33:14-17.
Você poderia achar que aquilo teria sido suficiente para Moisés, mas ele hesitou. Pensando talvez naquela última frase, “farei também isto, que tens dito…”Talvez Deus tolere mais um pedido. Então, ele engole, suspira e pede…
O que você pensa que ele vai pedir? Ele tem a atenção de Deus. Deus parece desejar ouvir sua oração. “E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com seu amigo” Ex 33:11.
Ele poderia pedir tantas coisas! Moisés sabia que Deus poderia fazer. Todo o Antigo Oriente sabia. Eles ainda estavam falando sobre a vara de Arão ter sido transformada em uma cobra e no Nilo ter virado sangue. O ar tão denso com moscas que você conseguiria respirá-las. O chão tão coberto de gafanhotos que não dava para andar sem pisar neles. Trevas em pleno dia, plantações destruídas. Deus transformou o mar vermelho em tapete vermelho. O maná caiu. Codornizes em debandada. Água fluiu de uma rocha. Deus pode mover montanhas.
De fato, Ele moveu a montanha do Sinai quando Moisés se pôs ali. Quando Deus falou, o Sinai tremeu e os joelhos de Moisés balançaram. Moisés sabia que Deus poderia fazer.
Mas, Moisés precisa de mais: “Rogo-te que me mostre a Tua glória” Ex 33:18.
Nós atravessamos a fronteira quando pedimos um pedido como esse. Quando nosso desejo mais profundo não é pelas coisas de Deus, ou um favor da parte de Deus, mas o próprio Deus, ultrapassamos o limiar. Menos foco em si mesmo, mais foco em Deus.
“Mostre-me o Seu brilho”, Moisés está pedindo em oração. Deixe-me ver Sua essência extra-espetacular que faz o coração parar e o chão tremer.
Por que Moisés queria ver mais da grandeza de Deus?
Faça a si mesmo a mesma pergunta. Por que você fica observando o pôr-do-sol e admirando o céu de uma noite de verão? Por que você procura o arco-íris na névoa ou se espanta com o Grand Canyon? Por que você permite que as ondas do oceano o assombrem ou as cataratas do Niagara o hipnotizem? Como explicar nossa fascinação por tais espetáculos?
Beleza? Sim. Mas a beleza não aponta para alguém belo? A imensidão do oceano não sugere um imenso Criador? O ritmo da migração de pássaros e baleias não sugere uma Mente brilhante? E não é isso que nós desejamos? Um Criador belo? Um Criador imenso? Um Deus poderoso que possa comandar os pássaros e os peixes? Desculpe-me a intromissão, mas o pedido de Moisés não deveria ser o seu? Você tem problemas. Olhe para si. Você quer um deus menor? Não, obrigado. Você e eu precisamos do que Moisés precisou – um vislumbre da glória de Deus.
Nas primeiras páginas das minhas lembranças de infância recordo-me dessa imagem. Meu pai e eu sentados lado a lado numa capela, a visão do meu tio morto nos deixa em silêncio. Esse é o meu primeiro funeral. Lembro-me de que minhas mãos suavam e meu coração batia dentro do peito como um par de tênis colocados numa secadora de roupas. O medo me pegara de jeito. Que outra emoção eu poderia sentir? Para onde olhar? As senhoras chorosas me assustam. Os senhores de olhares vidrados me intrigam. Meu tio morto me assombra. Mas então eu olho para cima e vejo o meu pai.
Ele vira seu rosto em direção a mim e sorri amavelmente. “Esta tudo bem, filho”, ele assegura, colocando sua grande mão sobre minha perna. De algum modo, sei que é verdade. Por que é verdade não sei. Minha família ainda chora, o tio Buck está morto. Mas se papai, em meio a tudo isso, diz que tudo está bem, então isso me basta.
Naquele momento percebi algo. Eu podia olhar em volta e encontrar medo, ou olhar para o meu pai e encontrar fé.
Escolhi o rosto do meu pai.
O mesmo fez Moisés.
O mesmo você pode fazer.
(Max Lucado, em “ISTO NÃO É PARA MIM – RESGATANDO A VIDA QUE NOS FARÁ FELIZES”)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O MISTÉRIO DA PROVIDÊNCIA DIVINA
Observe o que diz J R Miller: “Acaso supomos que a vida de José estava nas mãos de Deus em algum sentido excepcional? Nós contamos com menos providência de Deus em nossa vida que o jovem hebreu?”. Se a Palavra de Deus é verdadeira, Ele nos trata da mesma forma, com o mesmo cuidado, com o mesmo zelo e atenção com que lidou com o dedicado José. Através dos séculos corre um propósito eterno. Se enfrentarmos as mágoas da vida, as injustiças e os erros, no mesmo espírito reverente, humilde e confiante em Deus, que José enfrentou, obteremos os mesmos resultados. Ou seja, seremos preparados para assumir grandes responsabilidades e importantes tarefas, assim que vivermos com a mesma fé demonstrada por José.
Durante suas árduas provações, José não via a providência. Não antes das nuvens escuras revelarem seus fios de prata ou dos rústicos grilhões de ferro se revelarem como ouro. Só depois disso é que veremos que os desapontamentos; as dificuldades; os infortúnios e as injustiças faziam parte da providência de Deus para conosco. Não antes do tempo certo. Mas o futuro está garantido desde que sigamos firme e fielmente sem qualquer intromissão.
Deus não precisa ser diligente, por isso realiza Seus propósitos pacientemente, e quem não espera, com a mesma paciência Seus planos se concretizarem, cometerá erros gravíssimos, perderá bênçãos inimagináveis. A luz que irradia da história de José deveria se propagar alcançando um grande número de vidas, em nossos dias, transmitindo ânimo e esperança para aqueles que esperam por uma solução em meio a circunstâncias desanimadoras. O coração de Deus está pulsando e a mão divina está operando em cada vida. Talvez a hora da plena revelação ainda não tenha chegado para o tempo de Deus. Talvez, nesse momento, um dos leitores desta mensagem ache impossível crer que exista alguma coisa significativa em sua condição atual. A quem pensa assim, declaro – não aceite tal idéia, ela é obra das trevas, não aceite esta infâmia lançada sobre o caráter divino. Deus o ama tão plenamente como Ele sempre amou a humanidade, Ele o ama pessoalmente e quer te abençoar especialmente. Ele tem um plano para a sua vida e quer ardentemente que você não o perca, deseja que você o viva, para isso é necessário que você tome a história de José (contida em Gênesis a partir do capítulo 37) como exemplo de determinação em confiar incondicionalmente Nele.
Quando consideramos a providência de Deus, segundo revelada na vida de José, vimos que nenhum elo da corrente poderia ter sido dispensado. Vimos que muito embora o sofrimento do hebreu em face do que vivenciara parecesse cruel, tudo isso fazia parte da providência divina, elos dos quais José não poderia permitir-se dispensar.
Daqui a pouco olharemos para tudo que estamos passando hoje e veremos, como vemos na história de José, a divina providência do Senhor em cada problema, obstáculo, dificuldade e sofrimento que estamos enfrentando. No final veremos que tudo contribuiu para nosso bem, que tudo teve um significado para construir a vitória que Deus tem preparada para nós que sabemos esperar e confiar Nele.
Da angústia da dor
Provém o melhor vinho da alma;
E os olhos que não verteram lágrimas
Pouco brilho podem irradiar.
(Paul Billheimer, em “O MISTÉRIO DA PROVIDÊNCIA DIVINA”)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

SÓ O BEM, NÃO O MAL, TEM FUTURO
Não podemos compreender totalmente a perspectiva de Deus, e às vezes todos nos sentimos esmagados pelas contradições avassaladoras das nossas vidas. Como Jó, como o salmista, como Habacuque e Jeremias, questionamos a sabedoria de Deus, Seu poder e Seu amor. Presos ao tempo, vemos a história segundo após segundo, hora após hora. Os profetas bíblicos nos chamam para além dos temores e da dura realidade da história presente, para a perspectiva que enxerga toda a realidade. É isso que Habacuque quis dizer com a famosa expressão: “O justo viverá pela fé”, apegamo-nos à crença na bondade de Deus mesmo num mundo caindo aos pedaços.
Os livros bíblicos dos profetas nos chamam atenção para uma realidade mais profunda. Fazem com que acreditemos num Deus justo apesar de tudo. A justiça é essencial para os profetas, porque a reputação de Deus depende do fato de conseguir impor Sua justiça ao mundo. Como um sino dobrando em outro mundo, os profetas anunciam que, não importa a aparência das coisas agora, só o bem, não o mal, tem futuro.
Quando vivemos num mundo limitado pelo tempo como o nosso, é necessário ter fé para crer na visão que Deus tem da história segundo Isaias 25 e 65 ou Apocalipse 21 e 22. A fé segundo Hebreus 11, é a “certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem”.
Talvez nunca entendamos os artelhos e os chifres das bestas descritas no livro do profeta Daniel, ou os detalhes de Apocalipse 12. Mas, se ao menos pudermos crer que a nossa batalha é de fato contra principados e potestades, se ao menos pudermos crer que Deus é confiável e consertará tudo o que está errado; se ao menos pudermos demonstrar a paixão de Deus pela justiça e pela verdade neste mundo, aí, creio eu, os profetas cumpriram sua missão mais importante e necessária.
Minhas leituras dos livros dos profetas me deram uma idéia muito mais clara e concreta do que Deus quer que eu faça na minha vida exatamente agora. E, gradativamente, estou ganhando a confiança de acreditar no presente o que terá sentido completo somente quando visto a partir do futuro.
(Philip Yancey, em “A BÍBLIA QUE JESUS LIA”)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A LANTERNA DA PAZ
Quando a nossa parte carnal quer algo, mas nosso lado espiritual se opõe, precisamos esperar até termos paz.Quando Deus está nos impulsionando a fazer algo, há um acordo entre o nosso desejo carnal e espiritual. Nunca devemos anular os nossos desejos espirituais por algo que somente a nossa carne está exigindo. Os desejos espirituais nos motivarão a orar, os desejos puramente carnais nos levam a agir ansiosamente.
A Bíblia diz que Deus coloca em nós o desejo tanto de querer quanto de realizar segundo a Sua boa vontade (Fp 2:13). Deus coloca desejos em nós para nos conduzir pelo caminho que Ele quer que sigamos. Se desejamos ler a Palavra, então Deus está nos convidando a ler a Palavra. Se desejamos orar quando estamos vendo televisão, então Deus está nos falando sobre a necessidade de orar.
Como lemos em João 15, sabemos que SE PERMANECERMOS EM CRISTO, SE CONTINUARMOS O NOSSO RELACIONAMENTO COM O SENHOR E HABITARMOS NELE, a Sua Palavra permanecerá em nós. Então podemos pedir o que quisermos, e Ele promete nos dar.
Permanecer em Cristo é andar com Ele, viver com Ele, se tornar como Ele, e alimentar os desejos que Ele coloca em nosso coração, porque essa é a vontade Dele para nós. Ele coloca desejos em nosso coração para que possamos orar e pedir as coisas que Ele quer que tenhamos. Sem oração, Deus não tem um veículo através do qual possa operar.
Se você sente que Deus colocou certos desejos no seu coração, é importante orar e pedir essas coisas que você deseja. Se você não tem certeza se os seus desejos procedem Dele, diga: “Senhor, creio que Tu colocaste este desejo em meu coração, então eu peço isto a Ti. Mas posso ser feliz sem isto, porque sou feliz contigo. Agora cabe a Ti fazer o que quiseres fazer”.
Acima de tudo, lembre-se que devemos ser guiados pela paz. Não importa o quanto desejamos alguma coisa, se não sentimos paz no fundo de nosso coração, significa que aquilo não é certo, nem bom para nós.
(Joyce Meyer, em “COMO OUVIR A VOZ DE DEUS”)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

VENÇA AS TENTAÇÕES, RECEBA AS PROMESSAS
Seja paciente, a nossa paciência depende da qualidade da nossa relação pessoal com Deus. A Bíblia diz em Apocalipse 14:12 “Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” Aqueles que são pacientes herdarão o que lhes foi prometido, a Bíblia diz em Hebreus 6:12 “Para que não vos torneis indolentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas.”
Quando você compreende as implicações eternas do desenvolvimento do caráter de Deus em você, faz menos orações do tipo: “Consola-me”, “Faze com que eu me sinta melhor”, e mais orações do tipo: “Torna-me adequado”, “Usa isso para me tornar mais semelhante a Ti”
Você sabe que está amadurecendo quando começa a ver a mão de Deus nos acontecimentos aleatórios e confusos e nas circunstâncias aparentemente sem sentido. Deus nos ensina a verdadeira alegria no meio da aflição quando nos voltamos para Ele. O bem-estar depende das circunstâncias externas, mas a alegria se baseia no seu relacionamento com Jesus.
Deus faz a verdadeira paz desabrochar dentro de nós, não fazendo que tudo saia como planejamos, mas permitindo períodos de caos e confusão. Qualquer um pode ficar tranqüilo observando um belo pôr-do-sol. Aprendemos a verdadeira paz (aquela que excede todo entendimento) quando optamos por confiar em Deus no meio daquelas situações nas quais somos tentados a ficar preocupados, temerosos ou desesperados. Da mesma forma, a paciência é cultivada em situações nas quais somos forçados a esperar, enfrentando a tentação de nos revoltar e nos rebelar contra a vontade do Pai, agindo por nossa própria conta e risco.
Deus desenvolve o fruto do Espírito em sua vida, permitindo que você passe por situações que te levam a exteriorizar uma característica exatamente oposta! O desenvolvimento dos frutos do Espírito Santo em nós envolve sempre uma escolha.
Deus utiliza a situação oposta de cada aspecto do fruto para nos permitir fazer essa escolha. Você não pode afirmar que é bom, se jamais foi tentado a ser mau. Não pode dizer que é fiel, se nunca teve a oportunidade de ser infiel. A integridade é construída ao se derrotar a tentação de desonestidade. A humildade cresce quando nos recusamos a ser arrogantes, e a fé é fortalecida quando confiamos em Deus apesar de tudo tentar nos remeter à aflição extrema. Cada vez que você derrota uma tentação, torna-se mais semelhante a Jesus.
(Rick Warren, em “UMA VIDA COM PROPÓSITOS”)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

QUEM PODE MAIS QUE DEUS
A coragem não entra em pânico, ela ora. A coragem não lamenta, acredita. A coragem não se enfraquece, ouve. Ouve a voz de Deus chamando 366 vezes nas Escrituras, uma para cada dia de um ano bissesxto: “Não temam”. Ouve a voz de Cristo confortando através dos corredores da dor e da aflição.
“Tenha bom ânimo, filho, os seus pecados estão perdoados.” Mt 9:2
“Coragem, sou Eu, não tenham medo.” Mt 14:27
“Não se perturbe o vosso coração.” Jô 14:1
“Não tenham medo; vocês valem muito mais do que muitos pardais!” Lc 12:7
Seguiremos o fantástico exemplo de William Fariss que, com sete anos de idade, viu sua casa arder em chamas. Ele é o filho de tradutores pioneiros da Bíblia na África ocidental, um jovem brilhante com um interesse em dinossauros e animais. Sua família morava em uma casa de telhado de latão coberto por uma camada de palha. Um dia, o vento levantou faíscas de um fogo próximo e elas deixaram o telhado de palha dos Fariss em chamas. A família tentou salvar a casa, mas não teve nenhuma chance com o ar seco e com o sol quente da África. Enquanto viam o fogo reduzir sua casa a cinza e tijolos carbonizados, a mãe de William o ouviu orando. Ela notou que as palavras eram como um Salmo e, quando ela o ouviu repeti-las alguns dias depois, ela escreveu o que ele disse:
Através do vento e da chuva
Através do fogo e da lava
O Senhor nunca o abandonará.
Através de terremotos e enchentes
Através de aumentos do nível do mar e cinzas queimando
O Senhor nunca o abandonará.
Se você O amar, Ele o abençoará
E Ele lhe dará muitas coisas.
Quem pode parar o Senhor?
Quem pode alcançar uma chita pelas planícies da África?
O Senhor, Ele pode.
Quem pode ficar no Monte Everest?
Quem pode enfrentar um rinoceronte?
O Senhor.
O Senhor pode lhe dar ovelhas e bodes e vacas e patos e galinhas e cachorros e gatos.
O Senhor pode lhe dar qualquer coisa que Ele queira.
Quem pode parara o Senhor?
Quem pode enfrentar um elefante?
Quem é corajoso o bastante para enfrentar um leão?
O Senhor.
Quem é rápido como um cavalo?
Quem pode capturar uma baleia azul?
Quem é corajoso o bastante para enfrentar uma lula gigante?
O Senhor.
O Senhor nunca deixará seu povo.
A Bíblia é a palavra Dele.
O Senhor é um bom líder.
O Senhor que ama você.
Ele não abandará seu povo.
Embora as chamas fossem ameaçadoras, o menino viu Deus nas chamas. William confiou em Deus e temeu menos. Nós também o podemos.
Amém William. E amém.
(Max Lucado, em “SEM MEDO DE VIVER”)