quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

NÃO NEGLIGENCIEMOS A ORAÇÃO!











“Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica” Ef 6:18
A porção deste versículo sobre a qual nossa atenção será focalizada é “para isto vigiando com toda perseverança”. Que indica a locução “para isto”? Lendo a expressão precedente, percebemos que se refere à oração e á súplica. O que o apóstolo quer dizer é que “com toda oração e súplica, orando em todo o tempo no Espírito” ainda não é suficiente, e que “vigiando com toda perseverança” deve ser acrescentado à oração e súplica. Em outras palavras, é necessário que haja oração, de um lado, e vigilância, de outro. Que significa “vigiar”? Significa conservar os olhos abertos, prevenir-se de qualquer perigo. Vigiar em oração e súplica significa ter visão espiritual a fim de discernir as astúcias do mal.
A oração é uma espécie de serviço. Deve ser colocada em uma posição elevada. Por mais que as pessoas tenham consciência da importância da oração, não são muitos os que realmente a apreciam. As pessoas normalmente gostam das reuniões de ministração, estudo bíblico, e assim por diante. Mas no que se refere às reuniões de oração, a freqüência é surpreendentemente pequena. Não importa quantas mensagens sejam dadas lembrando-nos de que nosso principal serviço é a oração, e que se falharmos em nossa vida de oração, falharemos em tudo o mais, ainda assim, a oração continua sendo pouco apreciada e considerada assunto de pequena conseqüência. Confrontados por uma pilha de problemas, podemos dizer com nossos lábios que somente a oração pode resolvê-los, e ainda assim falarmos mais do que orarmos, preocupar-nos mais do que orarmos e planejarmos mais do que orarmos. Em suma, tudo é colocado antes da oração. Outras coisas são colocadas em posição de destaque, ao passo que a oração é relegada ao último lugar; a única coisa que não é tão importante.
Alguém que conhece o Senhor profundamente disse, certa vez: “Todos nós temos cometido o pecado de negligenciar na oração; devemos dizer a nós mesmos – Você é essa pessoa.” Deveríamos dizer, de fato, a nós mesmos: “Você é essa pessoa”. Não deveríamos lamentar que os outros não orem; nós mesmos precisamos nos arrepender. Como precisamos que o Senhor nos ilumine os olhos para que compreendamos de novo a importância da oração e conheçamos de novo o seu valor.
Orar de modo completo e orar com poder, não é uma expectativa vã. Facilidade e conforto não nos conduzirão a esta vida de oração, nem entraremos nela sem esforço. Precisamos aprender um pouco, quebrar-nos um pouco e lutar um pouco para obter esse tipo de oração.
Devemos agir como aquela viúva que foi ao juiz iníquo tantas vezes que ele resolveu julgar sua causa (Lc 18:5). Devemos ser como a mulher sunamita que recusou deixar Eliseu até que ele se dispusesse a segui-la (ver 2Reis 4:30). Cremos que toda demora na resposta à oração capacita-nos a aprender algo que não sabíamos antes e a descobrir o que antes nos era desconhecido.
Watchman Nee, em “O MINISTÉRIO DE ORAÇÃO DA IGREJA”

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