quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

NADA A QUESTIONAR
A decisão havia sido tomada. As tropas tinham sido distribuídas e os navios de guerra estavam a caminho. Cerca de três milhões de soldados preparavam-se para se arremessar contra o paredão atlântico de Hitler na França. O Dia D aproximava-se. A responsabilidade pela invasão recaía diretamente sobre as quatro estrelas nos ombros do general Dwight D. Eisenhower.
O general passou a noite anterior ao ataque com os homens da 101a tropa de páraquedistas. Eles chamavam a si mesmos de Águias Estridentes. Enquanto seus comandados preparavam planos e conferiam equipamentos, o general dirigiu-se a cada soldado transmitindo palavras de ânimo.
Em seguida o general dirigiu-se para seu alojamento e sentou-se diante da escrivaninha. Pegou caneta e papel e escreveu uma mensagem – que seria enviada à Casa Branca em caso de derrota.
Tratava-se de uma mensagem breve e, ao mesmo tempo, corajosa. “Nossa aterrissagem… fracassou… as tropas, a Aeronáutica e a Marinha cumpriram seu dever com coragem e devoção. Qualquer culpa ou erro em relação ao ataque devem ser atribuídos somente a mim.”
Pode-se dizer que o maior ato de coragem naquele dia não se originou na cabina de um avião nem numa trincheira, mas numa escrivaninha quando o ocupante do posto mais alto assumiu a responsabilidade em lugar de seus subordinados. Quando o comandante assumiu a culpa — antes mesmo de precisar ser assumida.
Eisenhower fez isso. E tornou-se um herói.
Jesus fez isso. E é nosso Salvador.
Um é o general que assumiu os erros de seus soldados. O Outro é o Filho do homem que veio para servir e dar sua vida em resgate… por você.
A expressão “Filho do homem” representava para os judeus da época de Cristo o mesmo que o título de “general” representa para mim e você hoje. Uma definição de autoridade e poder.
Jesus Cristo é O Filho do Homem. É O Deus que se fez palpável, tocável, visível para que a humanidade perdesse o medo do Todo-Poderoso, se depisse das dúvidas quanto ao Seu infinito amor e não tivesse mais nada a questionar sobre Seu poder de nos ajudar, salvar, e atender nossas súplicas, por menores que sejam, ou por mais ousadas que pareçam.
(Max Lucado, em “QUANDO OS ANJOS SILENCIARAM”)

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