quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A FÉ DESCANSA
“Não te deixarei ir, se me não abençoares… E o abençoou ali.” Gn 32:26-29
Jacó obteve a vitória e a bênção, não pela luta, mas porque se agarrou. Sua coxa estava deslocada e ele não podia mais lutar, mas não largou o que lutava com ele. Impossibilitado de lutar, enlaçou com os braços o misterioso antagonista e prendendo a ele seu corpo pesado e incapacitado, até que finalmente venceu.
Não obteremos vitória na oração, enquanto não cessarmos de lutar — rendendo a nossa própria vontade e lançando os braços nos agarramos ao Pai, na fé que descansa. O que podemos nós, com a nossa debilidade humana, tomar à força, da mão do Onipotente? Podemos acaso arrancar bênçãos de Deus pela força? Nunca é a violência ou a voluntariosidade que prevalece com Deus. Mas é o poderoso descansar da fé que obtém a bênção e a vitória.
Não é quando pressionamos e impulsionamos nossa própria vontade, mas quando a humildade e a confiança se unem, dizendo: “Não se faça a minha vontade, mas a Tua.” Somos fortes com Deus, somente quando o nosso eu está conquistado e morto. Não é lutando, mas descansando, que obtemos a bênção.
Se queremos que Deus responda as nossas orações, precisamos estar preparados para seguir as pisadas de Abraão, ainda que seja ao monte do sacrifício. “Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem” Romanos 4:17
(Arthur T. Pierson, em “A EFICÁCIA DIVINA DA ORAÇÃO”)

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