domingo, 4 de novembro de 2012

QUIETUDE E CONFIANÇA
 
“No sossego e na confiança estará a vossa força”  Is 30:15
Para conhecermos realmente a Deus é absolutamente necessário haver silêncio em nosso interior. Lembro-me de quando, pela primeira vez, percebi isto. Havia surgido uma situação de grande emergência em minha vida. Cada parte do meu ser parecia tremer de ansiedade, e a necessidade de uma ação imediata e decisiva parecia impelir-me com força; no entanto, as circunstâncias eram tais que eu não podia fazer nada. Por um pequeno espaço de tempo, foi como se eu fosse ficar em pedaços, por causa do tumulto interior em que me achava.
De repente, uma voz mansa e delicada segredou no profundo do meu ser: “Aquietai- vos, e sabei que eu sou Deus”.  A palavra veio com poder, e eu atendi. Sujeitei meu corpo a uma grande quietude, obriguei meu conturbado espírito a acalmar-se, olhei para cima e esperei; então “conheci” que era Deus, Deus mesmo, que vinha, naquela emergência e dificuldade, para resolver meu problema; descansei Nele.
Foi uma experiência que eu não quereria ter perdido por preço algum; e devo acrescentar também que desta quietude pareceu surgir um novo poder para enfrentar a dificuldade, que em pouco tempo a trouxe a bom termo. Aprendi então, efetivamente, que em estar quieta estava a minha força. Existe uma certa passividade que não é indolência, é uma quietude viva, nascida da confiança. Tensão quieta não é confiança. É simplesmente ansiedade reprimida.
(Hannah Whitall Smith, em “O DEUS DE TODA CONSOLAÇÃO”)

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