quinta-feira, 10 de março de 2011

HUMILDES E QUEBRANTADOS
Esaú, depois de ter a benção de seu pai roubada por seu irmão Jacó, foi destinado a viver como um guerreiro em terras distantes e abertas (Gen. 27:38-40). Esaú, então, fixa residência em uma região predominantemente formada de montanhas, ao sul do Mar Morto (Gen. 33:16; 36:8-9; Dt. 2:4-5), nas regiões do Monte Sinai, cujo nome era Edom (por suas rochas serem de coloração avermelhada). Depois de expulsar os horeus (Gen. 14:5-6), ele tomou posse da montanha toda (Dt. 2:12, 22).
Sela, ou Petra, era a sua capital. Petra era uma das maravilhas do mundo antigo. Era uma cidade única no gênero. Ficava localizada em um vale cercado pelas montanhas rochosas. Uma cidade com pouco mais de 1.5 km² de extensão, onde nas alturas nas partes interiores das montanhas casas eram construídas.
O único acesso a Petra era através de uma profunda fenda serpentiforme na rocha com mais de 1.5 Km de extensão, com enormes penhascos laterais com mais de 200 metros de altura, em ambos os lados. Formando assim uma garganta rochosa. Petra era uma cidade que podia resistir a qualquer invasão. Estudiosos dizem que com apenas 12 homens Edom era capaz de se defender de um exército inteiro, devido a dificuldade de acesso para as tropas inimigas.
O orgulhoso espírito de Edom por certo brotava de sua crença de ser impenetrável e, conseqüentemente, invencível. Edom cria em seu coração que ninguém seria capaz de obrigá-los a descer de sua alta habitação.
Petra, a capital de Edom, era o grande mercado comercial sírio e árabe, onde estavam bem guardados muitos artigos, bens e tesouros caros e preciosos. Por ser localizada em uma rota comercial estratégica (Norte da África, Europa e Ásia) e por ser inacessível Edom se auto-nomeou como a polícia fiscal da região: ou os viajantes pagavam impostos para passar pelo lugar ou eram saqueados. Isso contribuiu para o acumulo de bens e tesouros que Edom possuía, sem dizer que, por sua posição estratégica, Edom não precisava pagar impostos caros para nações maiores os protegerem de invasores.
Fazendo o devido paralelo a partir desta descrição, Edom representa a vida daqueles que: Gabam-se por terem construído suas vidas “sozinhos”; vão atrás, partem pra luta, conquistam, executam seus projetos, constroem seus ninhos em “lugares inacessíveis” e dizem: agora pronto, ninguém nos tirará este privilégio!; sentem-se orgulhosos por terem construído suas vidas sozinhos; sentem-se orgulhosos por pensar não existir ninguém ou qualquer coisa capaz de reverter a situação; depositam todas as suas esperanças nos bens adquiridos e estocados; encontram uma posição privilegiada e passam a viver para acumular, tentando encontrar nisso compensação, segurança e prazer.
Tanta segurança, tanta autoconfiança, tanto orgulho e prepotência não foram suficientes para impedir que o Senhor ordenasse a destruição de Edom (Obadias 1.1-9).
Assim como Deus governa sobre reis e nações (2Cr 20:6; Dn 5:21), assim como Ele dirige cada passo da história, Ele também o faz em nossas vidas.
E, se preciso for, Ele armará uma “emboscada” para nos colocar no nosso devido lugar, humildes e quebrantados.
(Pr Samuel Munguba Jr)

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