quarta-feira, 31 de outubro de 2012

DEUS PESSOAL, PODEROSO E MISERICORDIOSO

Que gloriosa segurança! Esse seu caminho — talvez torcido, misterioso, emaranhado — caminho de provação e lágrimas — Ele o conhece. A fornalha aquecida sete vezes — Ele sabe! Há um Guia todo-poderoso conhecendo e dirigindo os nossos passos, seja nas águas amargas, seja no gozo e refrigério.
Aquele caminho, escuro para os egípcios, tem seu pilar de nuvem e fogo para Israel. A fornalha é quente, mas podemos estar seguros de que o fogo está aceso não para consumir, mas para refinar; certos de que, terminado o processo de refinamento (não mais cedo, nem mais tarde), Ele tira para fora o Seu povo, como ouro.
Quando os Seus pensam que Ele não está tão perto, muitas vezes Ele está ainda mais perto. Será que nós conhecemos a visita, em nosso quarto, já com os primeiros raios da manhã, Daquele que é mais fulgente que o esplendor do sol? E conhecemos um olhar cheio de compaixão, que nos acompanha por todo o dia e sabe o nosso caminho?
O mundo, com seu vocabulário frio, na hora da adversidade fala da”Providência” — “a vontade da Providência” — “os golpes da Providência”. Providência! O que é isso? Por que destronar da Sua soberania na terra um Deus que vive e governa? Por que substituir um Jeová pessoal, operante, poderoso, por uma abstração inanimada e fúnebre?
Se encarássemos as grandes provações como Jó o fazia, isso tornaria o sofrimento suportável: nas horas de dor mais profunda, quando toda a esperança terrena se desvanecia a seus pés, ele viu a mão divina, e não outra. Ele viu aquela mão, atrás das espadas dos sabeus; ele a viu, atrás do fogo; ele a viu, atrás do temporal; ele a viu, no terrível silêncio de sua casa saqueada. “O Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!”
Assim, vendo a Deus em tudo, sua fé alcançou o clímax quando este príncipe do deserto, uma vez poderoso, sentou-se sobre a cinza e disse: “Ainda que ele me mate, nele esperarei” Amém!
(Hannah Whitall Smith, em “O DEUS DE TODA CONSOLAÇÃO”)

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