quarta-feira, 15 de setembro de 2010

 UM PASSO A MAIS
O que me dá esperança é que JESUS operava com qualquer vestígio de fé que uma pessoa pudesse juntar. Afinal, ELE respeitava a fé de qualquer um que pedisse, desde o centurião ousado e o incrédulo Tomé até o pai desesperado que clamou: “Creio, ajuda-me a minha incredulidade!”
Observando o amplo espectro de fé apresentado na Bíblia, imagino se as pessoas se encaixam naturalmente nos diversos tipos de fé da mesma forma que se encaixam em tipos de personalidade. E, assim como costumo pesar minhas decisões, considerando todas as possibilidades, também experimento a maldição da síndrome do “mas” sempre que leio uma promessa gloriosa na Bíblia. Costumava me sentir culpado por causa da minha falta de fé e ainda anseio por mais, mas, a cada dia sinto menos culpa pela fé tímida que tenho. Nem todo mundo é melancólico, extrovertido ou acanhado; por que achar que teríamos o mesmo tipo de fé?
Aquele pai disse: “SENHOR, eu creio. Ajuda a minha incredulidade.” É a oração mais natural, humana e aflita do Evangelho, e creio ser a base da oração de fé. A dúvida sempre anda com a fé, afinal, na certeza, quem precisa de fé? Descobri que o oposto da fé não é a dúvida, mas, o medo. Sem um elemento de risco, não há fé. Ter fé é Pôr-se à caminho sem visão clara do próximo passo. É prosseguir, confiar, agarrar-se à mão de um guia invisível. A fé é um passo que sempre está além do alcance da luz.
(Philip Yancey, em “DECEPCIONADO COM DEUS”)

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