segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O CARÁTER DE JESUS
“Caráter” é uma palavra de dignidade, ganha existência na disciplina e no trabalho. O caráter é o “nós” escondido, o que somos no escuro. Nossa vida exterior se veste de roupas e de protocolo, mas nossa vida interior deve ser alimentada pela fonte das águas do caráter. Pode-se comprar personalidade por um bom preço, mas caráter não se vende nem se compra.
Como obter caráter? Tanto o caráter quanto a santidade encontram-se onde é extrema a nossa necessidade de Jesus. Nossa necessidade é mais aparente quando a vida despeja provações em cima de nós! Ser submetido a provas extremas é prender a dependência espiritual. Quando nossa alma dilacerada é colocada nas estacas da empalação, conseguimos definir nossa necessidade. Sofrer a indignidade de circunstâncias avassaladoras é o que dá asas ao espírito.
Precisamos lembrar que Jesus nunca foi mais dono de seu caráter do que quando estava sendo amarrado, açoitado e crucificado. Nenhum romano que o obeservasse teria a impressão de que Jesus estava se saindo vitorioso. Quando alguém é forçado a morrer desnudado na frente da própria mãe, pode parecer um derrotado, sem ninguém na terra para atestar que é um bom caráter. Jesus, no entanto, estava vencendo gloriosamente. E, durante a prolongada dor de ser abandonado pelos homens, manteve-se em perfeita união com o Pai.
Em Filipenses 2, Paulo, Timóteo e Epafrodito clamaram juntos: “Prisão, bendizemo-la!”. Desolado pelos tetos baixos de pedra e pelas grades de ferro, Paulo entoa o seu cântico libertador da condição de servo. O caráter semelhante ao de Cristo não aparece sem que tenhamos perdido o controle. Enquanto estamos no controle, andamos com os passos largos da arrogância, da autosuficiência e sentimo-nos satisfeitos com nossas fraquezas, que estamos certos de serem fortalezas. Mas quando perdemos o controle, percebemos nossas fraquezas e deixamos que Deus as transforme em fortalezas. O lado da cruz em que os pregos estão é o lado da sabedoria na crucificação; o lado da morte, onde estão os pregos, é o lugar onde nasce o caráter.
Nasce? Não, é forjado!
A forja é a bigorna em que o calor e o martelo são aplicados sobre o metal recalcitrante. São os golpes ressonantes e contundentes sobre o ferro em brasa que lhe dão forma.
“Nisso exultais, ainda que agora, por um pouco tempo, devam ser entristecidos por todo tipo de provações. Assim acontece para que fique comprovado que a fé que vocês têm, muito mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, é genuína e resultará em louvor, glória e honra” 1Pe 1:6-7
(Calvin Miller, em “NAS PROFUNDEZAS DE DEUS”)

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