domingo, 30 de janeiro de 2011

ÚNICO E SEGURO CAMINHO
A fé nasce da experiência pessoal com Jesus como Senhor. Esperança é o ato de acreditar na promessa de Jesus acompanhada da expectativa de cumprimento. Confiança é o feliz casamento da fé com a esperança.
No evangelho de Lucas, o centurião confessa sua fé em Jesus com as seguintes palavras: “Senhor [...] não sou digno que entres na minha casa”; e confessa sua esperança: “…porém manda com uma palavra e o meu rapaz será curado” (7:7). Então, Jesus “…voltando-se para o povo, disse: “Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta” (7:9).
Fé + Esperança = Confiança.
No evangelho de João, um oficial do rei, cujo filho estava doente, vai até Jesus e pede: “Senhor, desce, antes que meu filho morra”. E Jesus diz: “Vai [...] teu filho vive” (Jo 4:49-50). O homem põe sua confiança nas palavras proferidas por Jesus e segue para casa. Novamente vemos a fé na pessoa de Jesus e a esperança em Sua promessa.
Em Marcos, um pai leva a Jesus seu filho possuído por um espírito imundo e pede: “…se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos”. Jesus responde; “Se podes! Tudo é possível ao que crê”. Então o pai do menino exclama de imediato: “Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!” (Mc 9:22-24). O que está faltando neste caso? Esperança. O homem crê em Jesus, mas falta-lhe convicção de que sua expectativa de cura se confirmará.
Fé e esperança atuam juntas na formação do discípulo que confia.
Em seu discurso de despedida, Jesus diz: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem enviastes” (Jo 17:3).
Este é um ponto de importância crucial para nossa compreensão do que significa confiar em Jesus – o conhecimento de quem é Jesus. Este conhecimento é fruto de um encontro de fé com Jesus, o Cristo. Sem a experiência é impossível receber a revelação de Deus no Cristo. Somente Jesus revela quem é Deus. Ele é a nossa fonte de informação acerca da transcendência e da divindade. Não podemos deduzir coisa alguma a respeito de Jesus com base no que pensamos saber sobre Deus; precisamos, porém, deduzir todas as coisas a respeito de Deus com base no que sabemos sobre Jesus.
Não há fé isenta de dúvida, nem esperança imune de ansiedade, nem confiança livre de preocupações. Dúvida, ansiedade e preocupação lançam sobre nós sua sombra em variados graus. Conquanto internamente venhamos a dar consentimento a essas diversas facetas do medo, elas não são motivo para alarme, pois não são atos voluntários. Quando ameaçam nos consumir, podemos vencê-los com um ato de confiança simples e espontânea: “Jesus por tua graça aquieto-me por um momento e ouço-te dizer – ‘Sou Eu! Não tenhas medo!’ “.
Jamais subestime o poder da verdade que se libera em nossa experiência com Jesus e se amplia em nossa fidelidade na busca de Sua face.
Depois da experiência inicial, a perseverança na busca vitalícia de uma intimidade cada vez maior com Jesus, por mais que venhamos a tropeçar e cair, transforma-se não apenas num antídoto para a desesperança e o desespero, mas na trilha segura que leva à certeza divina que supera as dúvidas, a ansiedade e as preocupações.
O único caminho para conhecer e conviver com Deus (bebendo da Sua paz, do Seu poder e da Sua sabedoria) é conviver íntima e profundamente com Jesus Cristo, e nada mais.
(Brennan Manning, em “CONFIANÇA CEGA”)

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