domingo, 15 de maio de 2011

RECONFORTANTE
Momentos de conforto proporcionados por um pai. Como pai, posso lhe dizer que são momentos mais agradáveis do meu cotidiano. Eles ocorrem naturalmente. São feitos com boa vontade. Trazem sempre muita alegria.
Se tudo isso é verdade, se reconheço que um dos privilégios da paternidade é confortar um filho, por que, então, hesito em permitir que o Pai celeste me conforte?
Por que penso que Ele não quer me ouvir falar em meus problemas?
Por que penso que Ele não tem tempo para mim?
Por que acho que Ele está cansado de ouvir sempre as mesmas coisas?
Por que penso que resmunga quando nota que estou chegando perto Dele?
Por que acho que consulta Sua lista quando lhe peço perdão e me pergunta: “Você não acha que está caindo no mesmo buraco com muita freqüência?”
Por que acho que tenho de usar com Ele uma linguagem sagrada que não uso com ninguém mais?
Penso que estava apenas sendo poético quando me perguntou se as aves do céu e a erva do campo têm preocupações? E se eles não têm preocupações, por que devo ter?
Por que não levo tão a sério quando Ele pergunta: “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, eu está nos céus, dará boas coisas aos que lhes pedirem?”
Por que não permitir que meu Pai faça por mim o que estou mais do que desejoso de fazer por meus próprios filhos?
Estou aprendendo, entretanto. Ser pai é melhor do que um curso de teologia. Ser pai me ensina que, quando sou criticado, ferido, amedrontado, há um Pai pronto a me confortar. Há um Pai que me sustenta nos braços até eu me sentir melhor, que me ajuda até que eu possa viver com o ferimento, e que não dormirá quando estou com medo de acordar e ver a escuridão.
Sempre.
E isso é o bastante.
(Max Lucado, em “O APLAUSO DO CÉU”)

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