sábado, 2 de abril de 2011

NOVA ESTAÇÃO
“Veio ainda a Palavra do Senhor dizendo: Que vês tu, Jeremias? Respondi: Vejo uma vara de amendoeira. Disse-me o Senhor: Viste bem, porque Eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” Jr 1:11-12
A amendoeira é uma das primeiras árvores a florescer na região da Palestina. Antes de brotar as folhas, flores brancas como a neve desabrocham. Enquanto a terra ainda está sob os efeitos do inverno, aquelas belas flores surgem espontânea e inesperadamente, surpreendeno-nos com a promessa de uma nova estação. Isso acontece a cada primavera: a exuberância nas flores, nas florestas e nos jardins, antes que as folhas apareçam e a relva fique verde outra vez.
Flores são como palavras. “Porque velo sobre a minha Palavra para a cumprir.” Essas palavras, como a flor da amendoeira, são promessas, são uma antecipação do que está por vir. Elas se transformam em algo. “E o verbo se fez carne” Jô 1:14
Não podemos ser ingênuos no trato com o mal – ele deve ser enfrentado. Também não podemos ficar intimidados, pois ele será usado por Deus para nosso bem. Assim, um dos mais extraordinários aspectos das boas-novas é que Deus usa pessoas de todos os tipos, até as más, para cumprir Seus bons propósitos. O grande paradoxo do julgamento divino é que o mal é utilizado como combustível no forno da salvação (não foi assim na cruz do calvário?).
Nossa tendência é subestimar Deus e superestimar o mal. Não vemos o que Deus está fazendo e, então, concluímos que Ele não está fazendo nada. Em contrapartida, enxergamos tudo o que o mal está realizando e concluímos que ele está no controle de tudo. As visões do profeta Jeremias dissipam as aparências. Por meio da amendoeira em flor somos ensinados a viver com ardente esperança e a nunca nos deixarmos intimidar pelo mal, pois se formos viver de acordo com a verdadeira imagem de Deus, conscientes de tudo o que Ele é, receptivos e sensíveis a tudo o que Ele está realizando, temos que confiar em Sua Palavra e acreditar naquilo que não vemos. ALELUIA!
(Eugene Peterson, em “ÂNIMO!”)

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