domingo, 24 de abril de 2011

PORQUE ELE VIVE POSSO CRER NO AMANHÃ
Na nuvem de tristeza devido ao falecimento de um grande amigo, comecei a perceber o significado da Páscoa com nova luz. Quando garoto durante o Domingo de Páscoa, eu aprendera a sombria lição da irreversibilidade por conta da morte do meu gatinho de estimação. Agora, adulto, percebi que a Páscoa realmente apresentava a espantosa promessa da reversibilidade. Nada – nem mesmo a morte – era definitiva. Até mesmo ela poderia ser revertida.
Quando falei no funeral de Bob, formulei uma pergunta-chave – o que significaria para nós se Bob ressuscitasse? Estávamos sentados numa capela, entorpecidos por três dias de tristeza, a morte nos abatendo com um peso esmagador. Como seria sair para o estacionamento e ali, para nosso total espanto, encontrar o Bob. Bob! Com seu andar elástico, seu sorriso enviesado, seus claros olhos.
Essa imagem me deu um indício do que os discípulos de Jesus sentiram na primeira Páscoa. Também estiveram tristes por três dias. No Domingo ouviram uma notícia, de som eufônico, claro como um sino ecoando no ar da montanha. A Páscoa toca nova nota de esperança e fé de que aquilo que Deus fez uma vez no cemitério em Jerusalém pode fazer e vai repetir em grande escala. Para Bob. Para nós. Para o mundo.Contra todas as impossibilidades, tudo que parece irreversível será revertido.
Para Deus não há impossíveis. Ele é o Senhor de tudo.
(Philip Yancey, em “O JESUS QUE EU NUNCA CONHECI”)

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